Pomba Pi gosta de ficar perto do teto. Depois da foto ela desceu ao chão e destruiu meu pé a bicadas… (Publicado com o Instagram)
Diário da Pomba Pi: Esse é um pouco mais antigo. Descobri que a Pomba Pi gostava MUITO de pão italiano ao comer um pedaço na frente dela e fazer a burrada de oferecer um pouco. Fui atacada e o resto está aí… vocês são testemunhas!
(Source: youtube.com)
Diário da Pomba Pi: O calor também atinge a Pomba Pi. E nada melhor do que ficar na frente do ventilador. O problema é quando você tem penas, e elas coçam com o vento. Daí pra achar a melhor posição…
(Source: youtube.com)
Diário da Pomba Pi: Melhor vídeo da Pomba Pi até agora. Ela quis brincar com um parafuso (olha essa ideia…). E aí o parafuso caiu na patinha dela… salve-se quem puder!
(Source: http)
É rápido. Eu só queria compartilhar com os 5 visitantes mensais desse Tumblr que, no momento, eu amo o que eu faço.
Meu trabalho como editora no site Revolução eBook é muito bom, ver as notícias publicadas e gerando repercussão, minha ajuda para a popularização do livro digital no Brasil.
É isso o que está escrito no meu cartão de visitas: eBook evangelist. Cabe a mim levar a boa palavra do livro digital, ajudar as pessoas, tanto editoras como autores e leitores, a passar por essa transição, a aproveitar o livro digital.
Eu também escrevo resenhas de aparelhos eletrônicos para sites especializados. É um enorme prazer poder receber os equipamentos para testes, por a mão no que há de mais novo no Brasil, e saber que minhas opiniões são lidas por milhares de pessoas.
E centenas delas procuram a minha ajuda. É verdade que meu tempo para responder tudo anda bem curto, e as respostas atrasam, mas é muito bom receber recados de gente que comprou bem um equipamento depois de ler ou assistir às minhas resenhas. É um enorme agradecimento.
Claro que nem todos os dias eu acordo com vontade de trabalhar em nenhuma dessas funções. Há alguns dias em que eu olho pra tudo e quero fugir, mas no geral eu gosto muito do que eu faço, e acho que isso é uma felicidade que nem todos podem ter, e agradeço por isso. Nem todo mundo consegue trabalhar em algo que gosta, e eu consegui.
Diário da Pomba: PÁRA TUDO que eu descobri algo que a Pomba Pi gosta mais do que bolinho! Aliás, ela está rejeitando bolinho agora, face a novidade do pedaço. Pi é APAIXONADA por arroz! Sim, cozido, mais normal do mundo. Isso é tão master que merece o primeiro vídeo da Pi!
Diário da Pomba: Diz se dá vontade de deixar voar? Uma coisinha tãaaao bonitinha dessas, que dorme dentro do meu gorro?
Nunca deixei um passarinho machucado sozinho, sempre foi bonitinho trazer pra casa, colocar em uma caixinha e ver o que acontecia. Sem o menor tato ou a compreensão do que era cuidar de um bichinho ferido, eles acabavam morrendo, talvez por estarem feridos demais. Mas nunca deixei de cuidar ou tentar.
Já tive um par de codornas, por escolha própria. Um dos melhores presentes que ganhei dos meus pais. Elas eram lindas, e ficaram comigo por muitos anos, botando um ovinho por dia e participando de loucas brincadeiras de criança, como dormir no colo ou no berço de bonecas, ou ter as unhas pintadas de verde limão.
Também tenho quatro caninas vira latas, duas adotadas em um pet shop, e duas pegas na rua. Uma delas estava com a patinha quebrada, e é manca até hoje. São também boa parte da alegria dos meus dias.
E porquê uma pomba deveria receber tratamento diferente? Porque ela não é bonita? Porque é um pássaro grande e desajeitado? Porque existe aos montes pela cidade? Porque passa doença? Fezes caninas e até humanas passam tantas doenças quanto fezes de pombas.
O excesso de pombas é um resultado de cidades grandes, expandidas desordenadamente. Ou seja, a culpa é nossa se elas infestam edifícios ou praças, fazendo cocô para todos os lados. Os racionais aqui somos nós, certo?
É justo então largar uma pomba machucada na rua, pra morrer? Luvas e uma boa dose de higiene permitem que você cuide de uma pomba machucada sem pegar qualquer doença. Uma pomba é um ser vivo também, e mesmo que seja uma entre milhões, vale a pena tentar salvar uma vida, não? Se não fosse assim, porque médicos atendem pessoas em hospitais? Mesmo sem saber se são HIV positivo, se possuem hepatite ou qualquer outra doença que pode ser evitada com a assepsia correta.
Há três dias tem uma pomba aqui em casa, na mesma sala em que eu trabalho. Ela fica quietinha e silenciosa, mas eu sei que ela está lá. Dou bolinho pra ela comer, e ela derruba o pote de água inúmeras vezes tentando se coçar com a única perna boa dela. Ela tomou banho, recebeu uma dose de pó contra parasitas, troco seu jornal constantemente e não chega perto das minhas caninas. Está batalhando pra viver, e está tendo uma forcinha pra isso.
São 7:30. Aquela musiquinha pé-no-saco em MIDI no celular começa a tocar. Levanta pra desligar! (Deixa tocar, só vai tocar 5 vezes e você vai poder dormir mais 5 minutos). Stella, desliga essa droga! Desço da cama um pouco grogue, tateio procurando o celular. Clico em “Parar” ou “Soneca”? Soneca mostra deliberadamente minha vontade de voltar a dormir só mais cinco minutinhos. Parar significa levantar mesmo e ir lavar o rosto ou voltar a dormir pra acordar quando a vida quiser.
Clico em parar, hoje é dia de superar obstáculos (olha a cama aí, tá livre!). Me dirijo pro banheiro. (tem uma cachorrinha quentinho e enrolado na cama, não quer deitar com ela só um poquinho?). Faço xixi. Escovo os dentes coçando o olho que quase não quer abrir, mas hoje vai ser diferente, não vou voltar a dormir (volta pra cama, você consegue acordar em 15 minutos!). Enxaguo a boca, preciso ficar acordada (vai deitar, você está com sono e não tem nada urgente pra fazer). Lavo o rosto cheio de espinhas (vai dormiiiir! Coloca o alarme pra daqui meia hora! Você tem o dia todo pra trabalhar, porquê não descansar mais 30 minutinhos?).
Volto pro quarto, sigo a fila da mesa. Tomo os remédios (a cama está aqui do lado!), escovo o cabelo (cama!), passo desodorante e pomada na cicatriz (você merece descansar mais um pouco! Trabalhou bastante ontem! – trabalhei nada). Prendo o cabelo e calço os chinelos (você pode resolver todas as suas tarefas em 3 horas, e tem sempre a madrugada!). Coloco meu vestido (você está cansada, merece dormir mais), aproveito e arrumo a cama de cima (dorme na cama debaixo, se enrola em uma canina). Separo meus celulares e a garrafa de água (dorme, dorme, dorme. Cama, cama, cama). Dou um jeito em algumas bagunças em cima da mesa (olha a cama aí do lado de novo. Só 15 minutinhos, você não vai pegar no sono, é só deitar!) e nos outros móveis do quarto (quando tocar o alarme da sua irmã você ouve e acorda com ela!). Saio do quarto, hoje eu TENHO que ficar acordada.
O cansaço no corpo não é muito, até que me sinto descansada. E satisfeita, não voltei a dormir. Eu sei que quando eu volto a dormir só consigo acordar novamente às 11 horas, muito mais cansada e quebrada do que às 7:30, além de me sentir irada e decepcionada comigo mesma. Traída pela minha própria consciência que, vestidinha de vermelho com rabinho e tridente na mão fica me convencendo a voltar a dormir só mais 15 minutinhos. Nunca são só mais 15 minutinhos, e eu caio nessa conversa todos os dias. Caio na falácia de que não tenho nada pra fazer, de que mesmo acordando às 11 eu ainda conseguirei fazer tudo o que tenho pra fazer durante o dia. Minhas próprias ideias, traídas por ninguém mais do que eu mesma.
Parece dramático falar assim, são só 3 horas a mais de sono. Mas essa única falha é a primeira de todas, é a que leva todas as outras tentativas como uma bola de neve. Tomar um café da manhã, fazer exercícios, tempo pra estudar, cumprir todas as tarefas do dia, ficar mais tempo com a família.
É como uma droga, e é como se reabilitar. Um dia de cada vez. Hoje eu acordei cedo, e amanhã? Será que eu consigo?
Eu não gosto quando as horas passam
Eu não gosto quando as horas ficam
Ah, eu não gosto das horas!
Elas insistem em se arrastar
E permear tudo o que eu faço
Escorrendo como um rio pelos meus pés
Às vezes gota a gota
Às vezes retumbantes como uma tempestade